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1 de outubro de 2011

Microsoft oficializa produção do Xbox 360 no Brasil

Console chega em 5 de outubro por R$ 800,00.



Agora é oficial: a partir de 5 de outubro a Microsoft venderá em território nacional o Xbox 360 montado no Brasil. Com os incentivos fiscais decorrentes da iniciativa o preço do console passa a custar entre R$ 799, na versão mais simples, e R$ 1.099, em pacote que inclui o Kinect (veja quadro abaixo). A informação já havia “vazado” semanas atrás por lojistas, pela distribuidora oficial do videogame e até pelo Governo, mas com preços um pouco mais baixos que acabaram não se confirmando.

O Xbox 360 já está sendo montado com peças importadas que são entregues no Polo Industrial de Manaus (PIM) pela empresa MASA, em acordo com a Flextronics. Conforme apurou o jornal Valor Econômico, o projeto prevê um aporte de R$ 150,3 milhões em três anos. O valor inclui a instalação das linhas de montagem, contratação de 100 funcionários diretos, além da importação de componentes para produzir os consoles. Entretanto a Microsoft não confirma e classifica estes números como rumor.

Segundo a Microsoft, a fábrica possui capacidade de produzir 17 mil Xbox 360 por semana, sendo que esse número pode triplicar de acordo com a demanda do mercado. A fábrica brasileira é a primeira a produzir o console fora da China. Contudo, os componentes ainda vêm todos de fora, por enquanto. A produção estimada para a fábrica, segundo o Valor Econômico, é de 360 mil consoles no primeiro ano de operação, 960 mil no segundo ano e 1,15 milhão no terceiro ano.

Questionada sobre a produção local de um eventual sucessor do Xbox 360, a Microsoft não deu certeza de que isso aconteça, mas ressaltou que a instalação da fábrica no país significa um caminho sem volta para a estratégia da empresa.

Para Marcos Khalil, sócio fundador da UZ Games, maior rede de lojas de jogos eletrônicos do país, a redução de preço vai resultar em “um aumento gigante nas vendas do Xbox 360”, chegando a ultrapassar 10 vezes o volume de vendas atual. "É a primeira vez que teremos uma redução tão drástica de preço em um console", acrescenta Khalil.

Sony e Nintendo: e agora?

Com a fabricação do Xbox 360 no Brasil, a Microsoft deixa seus concorrentes diretos, Sony e Nintendo, em uma posição, no mínimo, delicada: afinal, por estas bandas um PlayStation 3 sai por R$ 1.399*, enquanto o Wii custa R$ 999, preço bastante acima do Xbox 360 “made in Brazil”. Ambos são importados, ou seja, pagam impostos elevados como o Imposto de Importação (II).

Já circulam especulações sobre as eventuais fabricações do PS3 e do Wii no Brasil, mas procuradas pelo UOL Jogos, Sony e Nintendo disseram não ter nada a comentar no momento. A Foxconn, que planeja produzir produtos da Apple no Brasil, possui contrato no exterior para a fabricação do Wii e de seus jogos, o que pode ser uma pista, ainda que não exista nada oficial sobre a extensão do contrato ao Brasil.

A Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) diz que por enquanto não recebeu projetos relacionados à produção do PlayStation 3 da Sony, ou do Wii da Nintendo.

Para Stefano Arnhold, presidente do conselho da Tectoy, empresa com mais de 20 anos de experiência em fabricação de videogames no país, é questão de tempo até a concorrência agir: “Há muito tempo que os incentivamos [Sony e Nintendo] a fazê-lo [fabricar no Brasil], pois conhecemos a estrutura tributária e fabril por estar tanto tempo no mercado”.

Por enquanto, contudo, ao menos em termos oficiais, o consumidor vai encontrar nas prateleiras um PlayStation 2, console lançado em 2000, por quase o mesmo preço de um Xbox 360: R$ 699.

Oficialmente postada pelo UOL Jogos.

4 de julho de 2011

Espectador sobe no palco e agride o comediante Ben Ludmer em SP


  • O comediante Ben Ludmer

    O comediante Ben Ludmer

“Sou judeu, gordo, nordestino, mágico e estou em dúvida quanto à minha orientação sexual”, avisa Ben Ludmer logo no início de seu show de humor. “E aí resolvi parar de tomar sol para não virar banquete de skinhead”, prossegue, rindo de si mesmo.

Na madrugada deste sábado (2), Ludmer fazia seu show no Teatro Folha, em São Paulo, quando decidiu fazer piadas sobre as dificuldades que enfrentam os gordos, como ele. Dirigindo-se a um espectador obeso na primeira fila, perguntou: “Você já andou de avião?”. A resposta foi dura: “Já, com a sua mãe”.

Ludmer intuiu que o clima estava estranho, mas prosseguiu na sua linha de humor, rindo de si próprio e de sua mãe: “Imagina. Vaca não voa”. O espectador saiu da poltrona, montou no palco e deu um soco em Ludmer. O público imaginou que a cena fazia parte do show.

O comediante caiu atrás da cortina e o agressor continuou golpeando-o. Um assistente do palco percebeu o que ocorria e acendeu a luz da coxia. O espectador foi contido. Seguranças foram chamados e o detiveram até a chegada da polícia.

“Na delegacia, outra piada: o sistema estava fora do ar”, conta Ludmer. Segundo ele, o agressor alegou em sua defesa que Ludmer fez piadas contra nordestinos, judeus e negros, o que o teria ofendido.

“Mesmo se tivesse feito, o que não fiz, a agressão não se justifica”, diz o comediante. “Quem assiste show de humor na primeira fila sabe que vai participar de alguma maneira. Por isso, acho que o cara foi com a intenção de fazer algo”, diz.

Abalado, Ludmer conta que o show que apresentou no dia seguinte, na madrugada de domingo, foi “estranho”, sem graça. Pretende não fazer o seu número no próximo fim-de-semana, mas não vai parar. “Não posso parar. A função do comediante, literalmente, é dar a cara a tapa”.

E já está fazendo piada sobre o ocorrido. “Não fiquei nem um pouco constrangido de ter apanhando em cena. Constrangedor foi no dia seguinte quando entalei no aparelho da tomografia”.

Retirado do Universo Online

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